quarta-feira, 12 de maio de 2010


Olá! O Acre nos fascinou, mas nos queríamos viajar mais. Pensamos muito mas nenhum lugar nos veio em mente. Decidimos então consultar uma amiga, Jaqueline, que nos sugeriu o estado de Tocantins. Pesquisamos alguns pontos turísticos e o que mais nos chamou atenção foi o Parque Estadual do Jalapão, criado em 12 de janeiro de 2001 que abrange uma área de quase 150 mil hectares, sendo o maior parque estadual do estado do Tocantins. Sua vegetação é predominantemente de cerrado ralo e campo limpo com veredas.
Sem nenhuma dúvida de que este seria nosso rumo, embarcamos em mais uma viagem incrível.
O Jalapão é uma região árida pontilhada de oásis, situada a leste do estado do Tocantins, com temperatura média de 30°C, tem área total de 34 mil km², cortada por imensa teia de rios, riachos e ribeirões, todos de água límpida e transparente.
Com isso decidimos qual seria nosso primeiro rumo: Cachoeira da Velha.
Alimentada pelas águas do Rio Novo, a Cachoeira da Velha é a maior cachoeira do Jalapão e uma das suas principais atrações. Nela, as águas correm em grande quantidade, despencando por duas quedas em formato de ferradura, cada uma com mais de 20 metros de largura. Um espetáculo imponente, em que a natureza mostra sua exuberância e toda a sua força.
Depois de curtir muito a Cachoeira da Velha, percorremos uma trilha de aproximadamente uma hora até chegar à prainha, um lugar bastante agradável, com sombra e águas doces e mansas, cercado por matas de galeria. Foi nosso momento para relaxar e refletir.
“Eu, Cátia, queria muito acampar na prainha, mas a Luci, nem pensar. Insisti muito até ela concordar comigo.”
Passamos uma noite encantada! O cenário era lindo! Sem contar nas inúmeras gargalhadas qur dávamos pensando em onde estariam nossos amigos Graziela e Jovani.
Na manhã seguinte fomos conhecer a Serra do Espírito Santo. Incrível! Um verdadeiro cartão postal! Chegamos ao cume e tivemos a vista de toda região. O topo da montanha é uma grande área plana, o que se assemelha a uma mesa imensa elevados. Foi o lugar perfeito para desfrutarmos as paisagens e horizontes de Jalapão.
Depois disso descemos em direção as suas dunas de arreia dourada. Incrível! Concordamos agora quando nosso guia nos disse que Jalapão é um dos lugares mais bonitos do mundo..
Muito cansadas, voltamos a Pousada do Jalapão e descansamos um pouco. O dia seguinte nos reservava grandes aventuras...
Na manha seguinte reservamos um tempo para conhecer o povoado tradicional, o Mumbuca, distante 35 quilômetros da cidade de Mateiros. Foi nesse lugar, formado por uma maioria de descendentes de escravos, que surgiu o tão popular artesanato em capim dourado.
Nos surpreendemos com as mãos habilidosas das mulheres do Mumbuca trabalhando o capim dourado, produzindo peças artesanais que seriam distribuídas por todo o Brasil e em diversos países.
A população do Mumbuca não chega a 200 moradores. Lá, homens e mulheres dividem funções bem definidas. Os homens plantam para o consumo da família, enquanto as mulheres colhem a produção e preparam farinha, além, claro, de atuarem como artesãs.
Fascinadas com o capim dourado, resolvemos pesquisar mais sobre ele e descobrimos que só brota nas veredas do Jalapão e é utilizando sua haste fina e de intenso brilho metálico que as mulheres do lugar, com mãos habilidosas, transformam o capim em uma diversidade de peças artesanais: bolsas, brincos, pulseiras, chapéus, mandalas, cestas e diversos objetos de decoração. Peças de beleza única, que ultrapassaram os limites do Tocantins, conquistando mercado em todos os estados brasileiros e também no exterior.
A arte de trabalhar com o capim dourado foi ensinada às mulheres do local por Dona Miúda, uma matriarca do povoado de Mumbuca. Antes, a técnica foi passada pelos índios que habitavam a região à avó de Dona Miúda e depois à sua mãe.
Hoje, as técnicas do artesanato em capim dourado continuam sendo ensinadas, de geração a geração, no povoado de Mumbuca e também nas cidades de Mateiros, Ponte Alta, Novo Acordo, Santa Tereza, Lagoa do Tocantins e no Prata, um vilarejo do município de São Felix do Jalapão.
Depois de conhecer o fantástico capim dourado, fomos em direção ao Fervedouro.
Parece um oásis!! Está em meio à vegetação fechada, entre brejos e riachos. Um lugar de rara beleza, cercado por bananeiras. Ao seu centro está um grande poço de água azul transparente - na verdade, a nascente de um rio subterrâneo. A água que brota das areias claras cria o fenômeno da ressurgência, que tornam impossível até o banhista mais persistente afundar. Nos divertirmos muito!!! No Fervedouro nos sentimos leves, mas esse sonho acabou e a realidade nos trazia a noite, sinal da volta para a pousada.
Descobrimos o rafting nas corredeiras do Rio Novo.
“Insisti muito pra que a Luci viesse comigo, mas desta vez não adiantou. Ela preferiu ficar olhando.”
“Acontece que não precisa ser experiente nem mesmo saber nadar para encarar as águas ora turbulentas, ora tranqüilas. Bastava estar munido dos acessórios de segurança adequados, oferecidos pela agência de turismo.
Então essa era minha chance! Escolhi a opção mais rápida, passeio que dura três horas de descida (seis quilômetros).”
“Incrível!!! Queria ir de novo mas estava na hora de mudar o rumo da viagem.”
Passamos na pousada preparamos nossas coisas e partimos rumo a ...
algum lugar que decidiríamos pelo caminho...
abraços...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Acre



Desta vez decidimos ir para o Acre. Saímos do RS em direção ao aeroporto de Rio Branco. Chegamos lá e um guia nos levou até a Biblioteca Pública do Acre. Ficamos fascinadas com a beleza exterior do prédio que estava em reforma a mais de um ano, mas agora com as obras finalizadas.
O guia nos deixou na frente do prédio. Entramos na biblioteca. Então nos surpreendemos! Além de enorme era simplesmente muito linda!
Depois de admirá-la fomos até a sala de informática pesquisar mais sobre o Acre:
O Acre está situado no sudoeste da região Norte e tem como limites os estados do Amazonas a norte, Rondônia a leste, a Bolívia a sudeste e o Peru ao sul e oeste. Ocupa uma área de 152.581,4 km², sendo pouco menor que a Tunísia. Sua capital é a cidade de Rio Branco.
Esse estado é o extremo oeste da Região Norte do Brasil. Com uma hora a menos em relação ao fuso horário de Brasília (DF), nela se localiza o último povoamento do Brasil a ver o sol nascer, na serra da Moa, na fronteira com o Peru. A intensa atividade extrativista, que atingiu o auge no século XX, atrai brasileiros de várias regiões para o estado.
O clima é quente e muito úmido, e as temperaturas médias mensais variam entre 24°C e 27°C. As chuvas atingem o total anual de 2.100mm, com uma nítida estação de seca nos meses de junho, julho e agosto. A Floresta Amazônica recobre todo o território estadual. Muito rica em seringueiras da espécie mais valiosa (Hevea brasiliensis), a floresta garante ao Acre o lugar de primeiro produtor nacional de borracha. Os principais rios do Acre, navegáveis apenas nas cheias (Juruá, Tarauacá, Envira, Purus, Iaco e Acre), atravessam o estado com cursos quase paralelos e só vão confluir fora de seu território.
O transporte fluvial é o principal meio de circulação, sobretudo entre novembro e junho, quando as chuvas deixam intransitável a BR-364, que liga Rio Branco a Cruzeiro do Sul.
Enfim. Chamamos nosso guia de volta e fomos conhecer a cidade de Xarupi que fica mais a leste do Acre. É conhecida nacionalmente por seu filho mais ilustre, o seringueiro e líder sindical Chico Mendes, que viveu toda a sua vida na cidade. Pedimos então que o guia nos contasse mais sobre a morete de Chico Mendes:
Francisco Alves Mendes Filho, Chico Mendez, foi um seringueiro, sindicalista e ativista ambiental brasileiro. Sua intensa luta pela preservação da Amazônia o tornou conhecido internacionalmente e foi a causa de seu assassinato.
Em 22 de dezembro de 1988, exatamente uma semana após completar 44 anos, Chico Mendes foi assassinado com tiros de escopeta no peito na porta dos fundos de sua casa, quando saía de casa para tomar banho. Chico anunciou que seria morto em função de sua intensa luta pela preservação da Amazônia, e buscou proteção, mas autoridades e a imprensa não deram atenção. Casado com Ilzamar Mendes (2ª esposa), deixou dois filhos, Sandino e Elenira, na época com dois e quatro anos de idade, respectivamente.
Chico Mendes ainda hoje é admirado por inúmeras pessoas do mundo todo.
Fomos conhecer também a Biblioteca da Floresta: mais facinante ainda pois nela encontramos uma exposição de fósseis de dinossauro. Paramos para pesquisar sobre a população acreana:
O Acre tem, segundo o censo de 2000, 557.526 hab. No censo de 1991, foram contados 417.165 hab. O índice de crescimento foi de 3,3% ao ano, acima, portanto, da média nacional que, no mesmo período (1991-2006), foi de 1,33%. Estimativa para 2008, 680.073 hab.
Em 2000, 66,41% da população moravam nas cidades, e desses, 89,42% viviam na capital. No interior, a população vive dispersa ao longo dos rios, ocupada na extração de borracha, castanha-do-pará e madeiras.
As densidades demográficas, em 2006, mostravam-se bastante homogêneas. Na região mais povoada, a do baixo Acre, havia 17,2 hab./km² e, na menos povoada, a do alto Purus, 1,1 hab./km².
Na formação da população acriana entraram, além dos índios, os nordestinos - principalmente cearenses - que aí chegaram maciçamente durante o período áureo da borracha (1880-1913).
Em 2004, a taxa de analfabetismo no estado é de 18,1%, uma das mais equilibradas do Brasil. Da população, 36,2% dos acrianos são analfabetos funcionais.
As principais universidades do Acre são: Instituto Federal do Acre, Universidade Federal do Acre (públicas), União Educacional do Norte e Instituição de Ensino Superior do Acre (particulares).
A economia acriana repousa na exploração de recursos naturais. O mais importante é a borracha, produto no qual se baseou o povoamento da região. A extração da borracha se faz ao longo dos rios, pois a seringueira é árvore de mata de igapó.
Curiosas e muito gulosas, pedimos para o guia nos mostrar um pouco da culinária do Acre então descobrimos que a cozinha acreana é influenciada pela culinária indígena e nordestina. Usando os produtos nativos, a comida possui sabor exótica e ligeiramente picante, na maioria das vezes usando farinha de mandioca conhecida pelo nome de farinha d’água, o jambu que possui a capacidade de adormecer os lábios quando mordemos o seu talo e a chicória.
Da mistura de tradições surgiu uma culinária diversificada, que junta a carne-de-sol com o pirarucu, peixe típico da região, pratos regados com tucupi, molho feito de mandioca.
Um prato típico acreano é a baixaria: prato que mistura pão de milho, cheiro verde, carne moída e ovo frito.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Nesse blog você vai encontrar um diário de viagens que além de muito interessante também é muito divertido. Muitas curiosidades, fotos, vídeos, músicas, comentários e coisas estranhas de diferentes lugares do nosso Brasil. FIque ligado!Teremos muito o que contar a vocês!
Abraços...